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 Igreja de Ottery St. Catchpole

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Beatrice W. Bonucci
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MensagemAssunto: Igreja de Ottery St. Catchpole   Dom Ago 12, 2012 11:33 pm

A Igreja, que leva o nome de batismo do lugar, possui uma área bem grande e está localizada no leste do povoado. As paredes são recobertas de fios de ouro em listras, e paredes de cor branca, em todos os lugares há santos em esculturas e em quadros. Na parede principal, ao fundo do altar, localiza-se uma imagem da última ceia.
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Megan C. Slytherin
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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Ter Ago 21, 2012 7:01 pm

Ainda sentia o sabor de sangue em seus lábios, doados por um trouxa qualquer. Jogou seu cabelo e encarou seu reflexo, de um carro comum, de uma bela mulher de vinte anos. Não parecia que na verdade tinha sessenta, era uma vampira imortal, e que tinha duas filhas. Sorriu ao se lembrar das veelas. Não que Megan fosse veela, apesar de ser bonita como uma, mas o pai, herdeiro de Ravenclaw, tinha os genes. Megan sabia que beleza ajudava em alguns casos, mas não em todos e a clarividência não ajudaria na sobrevivência, mas a avaração ajudaria. Mas ela não estava aqui para pensar em qual dom era melhor. Estava aqui para refletir. Sua vida e morte passaram em flashes. Uma monitora bela de Sonserina, depois transformada em uma vampira perdida e solitária. Uma sangue puro, conhecendo a Arte das Trevas e se juntando aos Comensais da Morte. A extinção dos Comensais e ela sendo largada em Azkaban, escapando por ser legilimênte, oclumente e avaradora. Riu. Auror de veias imundas. Mereceu o quê aconteceu com ele.

- Ártemis, se afaste – disse Megan

O quê saiu não foi um inglês na voz rouca da russa e sim um estranho sibilo, fazendo o basilisco se afastar. Sorriu, satisfeita e enfim entrou na igreja. Observou a decoração, interessada. Na verdade, a mulher era muito interessada em história, arte e religião. Um pouco filosofa, até. Olhou a última ceia por um momento e sentou-se, começando a rezar.
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Christian V. Ravenclaw
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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Ter Ago 21, 2012 7:06 pm

Christian colocou as mãos no bolso da calça, andando despreocupadamente. A reforma em sua casa, em Bristol, acabara e ele tinha que ir a igreja pois não a freqüentava a muito tempo. Poderia soar estranho morar em Bristol e ir para uma igreja em Ottery St. Catchpole mas ele a freqüentava desde que se entendia por gente. A porta abriu-se com um rangido e ele sentou-se no fundo, fechando os olhos para começar a sua reza.

- Que deus....

Ao terminar, abriu os olhos fazendo o símbolo do espírito santo e percebeu que não estava sozinho. Uma mulher também rezava. Porquê aqueles longos cabelos negros lisos lhe pareciam familiar? E aquela pele pálida?
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Megan C. Slytherin
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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Ter Ago 21, 2012 7:16 pm

Ainda sentia o vil gosto do sangue a entorperce-lhe a boca como o vinho mais sórdido ou o elixir mais santo e seus lábios crispavam-se em um sorriso enigmático, soturno e sedutor, ainda se lembrava da transformação da expressão da maiscompleta luxúria transformando-se no débil pavor a medida que o sangue enchia-lhe a boca - com perfeição. Ria-se com o espasmo débil daquele homem de feições anquilinas e olhar torpe que em tão pouco fora atraído pela mulher de decote ousado e feições angelicais. Outro tolo. Como poderia pensar em sangue no meio da reza? Sua maior droga. Sentiu Ártemis rastejar para o altar, a cobra grande para uma recém nascida, mas não enorme. Percebeu que alguém estava ali, pelo barulho.

Não teve a preocupação de tirar a varinha. Em um segundo estaria morto, com as presas afiadas da russa em sua garganta. O choque, a fúria e a última tentativa desesperada de escapar, como se um simples homem fosse capaz de lançá-la em um mero empurrão, ao menos tinha vontade de viver e esta tinha sido o melhor tempero daquela degustação. Poucos eram os que tinham tanta determinação, poucos eram os que lutavam por suas vidinhas decrépitas, e ela apreciava isso. Na verdade, além do doce sabor do sangue, a melhor parte de caçar era atacar.

Observou uma janela, que mostrava a noite. A noite era bela e fora ainda melhor com o som cativante do sangue a pulsar nas veias e saltar para sua boca como atraído por um ímã irrecusável. A floresta dançava, lançando sussurros ao vento, será que flertava? Ou somente cantava alguma canção antiga e desconhecida pelos ouvidos mortais? Os animais escondiam-se aos sons dos passos, assustados, acuados, mas por vezes em singelo sinal de respeito, um lobo levantou a cabeça para ela e uma coruja piou lentamente, um som de asas batendo e então o caçador voltou a seus afazeres rotineiros. Virou-se, então, com um sorriso num um misto de sanidade e loucura, e se surpreendeu com quem viu.
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Christian V. Ravenclaw
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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Ter Ago 21, 2012 7:26 pm

Christian pode ver uma cobra. Mas não era uma cobra normal e percebeu que a mulher de cabelos negros dava instruções a cobra. Chamar de cobra seria um insulto. Um arrepio de reconhecimento tomou conta do corpo do auror, e não era preciso ela virar-se para descobrir sua identidade. Os olhos dos dois se encontraram, vendo o azul conhecido. Nada mudara. A mulher que há dez anos atrás tinha se apaixonado ainda estava ali, com a mesma aparência. Ele estava mais maduro, forte e poderoso, mas ela parecia ser a mesma. A mesma mulher que escondia seus truques na manga só não, mas em todo vestido negro que abraçava suas formas. Lembrou-se dos cinco anos que ficaram juntos, até ela ser dada como uma bruxa das trevas perigosa e procurada e fugir deixando dois bebês para ele cuidar. Anos depois, foi promovido e a encontrou na Rússia, o lugar em que ela nascera. Um duelo, talvez do duelo da década e ela acabara em Azkaban. Tudo ocorreu bem, as filhas dos dois indo para Hogwarts, sendo selecionadas para Sonserina, mostrando o lado da mãe. Até que tudo dera errado e ali estava a prova.
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Megan C. Slytherin
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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Ter Ago 21, 2012 7:36 pm

Megan tinha permanecido no céu. Seus dedos rebuscando toda escuridão, enlouquecendo a todos os homens, transformando as sombras da vida em um mal necessário a rarefação do mundo. Seu manto translúcido tocava tudo e revestia a todos. Uma simples película de luz e sua luva calçava as árvores e o aedos. Estavam todos parciais, como a matéria em si deve ser, parcialmente cobertos pela luz, em um Yin e Yang tremendamente complexo. E no entanto, a sua luz era tão falsa quanto os sorrisos lascivos de uma prostituta em busca de seu pão diário. O sol lhe envolvia, o seu amante, seu companheiro de tempos em tempos. A paixão platônica sentida mutuamente levava-a a busca-lo, e ele a ela, calmamente esperando o dia que iriamos se entregar aos amores do universo e arrefecer nossa alma que tanto percorre os céus em busca de reconhecimento.

Ela entregou-se a um amor errado pois não deveria amar. Só vampiros dos contos de fadas da juventude amavam um humano, o transformando em seu companheiro para a eternidade. Mas uma bruxa das trevas, vampira e imortal não podia se apaixonar e muito menos ter filhos. A prova é que não via suas amadas de perto a dez anos. Christian era o sol, Megan a lua. Do mesmo modo que ela vinha sendo testemunha de tantas outras ações humanas, estas ações que lhe distraiam e que provavelmente lhe davam luz eram perigosas. Preferia as ações que a entediam pela efemeridade das mesmas. Essas ações que permanecem intocadas por ela na eternidade de sua vivência. Mas hoje, o que ela observava, também teria sua marca.

- Chega a me entristecer o fato de não termos nos encontrado antes.

Não se entregaria. Entregou-se ao amor e acabou um ano em Azkaban. Entregou-se e quando estava machucada, seu amor de juventude, ah, sim, juventude, pois era jovem naquela época e não por idade e sim por pensamento que era tão maduro que chegava a ser infantil comparado ao de hoje. Um sibilo penetrante e o basilisco obediente saiu da igreja, os deixando sozinha. A varinha continuava segura em sua jaqueta.
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Christian V. Ravenclaw
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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Ter Ago 21, 2012 7:49 pm

A lady o encarava com um sorriso malicioso. Como um bom chefe dos aurores teria atacado a Lady das Trevas assim que a visse. O tolo que fizesse isso não voltaria para casa. Megan tinha a Arte das Trevas a seu favor e sessenta anos de estudos. Tinha vencido o duelo pois ela estava sem sangue mas uma pergunta que o assombrava é que se estivessem com as mesmas forças, quem ganharia o duelo? Mas não duelaria agora.

- Isso seria verdade? Você tinha o péssimo hábito de mentir.

Se sentiu um garoto jovem novamente. Se sentia em idade escolar, sem saber usar as palavras do modo culto como ela. Odiava isso. Com vinte e dois anos se incomodava e agora com trinta e dois continuava incomodado.
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Megan C. Slytherin
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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Qui Ago 23, 2012 5:06 pm

Megan olho novamente pela janela, onde a lua espiava por detrás de uma nuvem cinzenta, um amante olhando de soslaio, O seu nome enunciava o dele, ela carregaria a carruagem e iriam pela noite em busca do sol, mas hoje, não.

- Seria péssimo, meu caro? - Comentou passando a lingua pelos caninos e permanecendo parada à frente do loiro. - Mas sim, é verdade. Como vão nossas crias? Soube que andam trazendo problemas, como a mãe.

O vento sussurrou-lhe, como sempre o fazia quando em um breve momento delineado sutilmente entre a lucidez estática e a insanidade inquieta seus olhos buscavam algo, como os olhos de seus deuses caídos e rebaixados. Enfim, pousou-os sobre o homem, o Deus, o filho que vinhera para lavrar os pecados da humanidade. Perdoe-me Jesus, mas foi em vão. Sorriu deliciada e virou-se para o homem, enfim sentando-se. Chegou mais perto do auror, sussurrando as palavras e um antigo poema que ele se lembraria.

- Dormes, enquanto teus sonhos ainda tiverem das lembranças um gracejo, e vives, até que não aja em teus gracejos um alento, e morres, como quem vive de tamanha euforia em dor e desejo, para que então te sirvas da mesma taça por ti servida. E você, mein geliebte, como estás?
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Christian V. Ravenclaw
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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Qui Ago 23, 2012 6:10 pm

Falar das filhas com normalidade fez com que Christian se retesasse. Talvez fosse cego pelas duas garotas mas ao ver dele elas não faziam nada de errado. Natalie era doce e gentil, alegre demais. Bella, era também um doce mas escondia esse fato de todos. A última podia fazer algumas coisas de vez em quando, mas era raramente. Na verdade as filhas eram motivo de orgulho, talentosas, inteligentes, monitoras entre outras. Mas Megan, mesmo por razões relevantes, havia eixado as garotas. Por isso ele somente ignorou. Ela sorriu e sentou-se ao lado de Christian, e sussurrou em seu ouvido, em uma proximidade que não tinham a muito tempo. Ele riu, lembrava-se do poema e percebeu que ela a chamara de "meu amor" em alemão, já que eles se conheceram e viveram na Alemanha, Christian nascendo nesta.

- Sorrides, enquanto teus lábios ainda possam se curvar em vil alívio, e chores, as tuas lágrimas falsas de podridão e desalento, e fales, aquele conto ríspido que debilmente resplandece em teu domínio, para que então haja em face alguém que se prostre a tua fronte. E você, mein geliebte, como estás?

Sabia qual era o jogo da vampira, e não cairia novamente naquelas falsas palavras doces porquê na verdade, a francesa Megan Chevalier era insensível.


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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Sex Ago 24, 2012 10:15 am

Sorri, satisfeita, ao concluir que ele ainda lembrava-se do poema. Uma coruja sibilou contra o vento, distante e feroz. O romper do silêncio em seu rugido rasgou a calma engembrada que se estabelecera. Os surtos eram sempre melhores percebidos na calmaria. A entropia das situações, do próprio universo, sedento pelo trabalho, guloso das energias alheias, para reorganizar o que tão facilmente ele deturpa, derrubando os pilares de concreto por meio do tempo. A musica que rege o mundo é esta: caos. O primeiro a nascer na criação do Tudo. O Deus que vigora em cada partícula. Era a favor desse caos que ela desejava combater. A ordem das coisas numa desordem arritimada. Um enlace no futuro no encalce de suas ambições pessoais. Todo ordenamento deveria ser revisto, e o seu novo Deus estava esperando que a sua mais devota beata, finalmente, ajoelhasse e cumprisse suas dádivas com fogo e afeto.

Contemplou as sensações. Estava distraida, mais uma vez. O caos era algo quem ambos queriam combater. Mas Christian queria restabelecer a paz enquanto o desejo da vampira era ordenar, causando desordem. Tal como Aquiles, escolhia a continuação. Iria perpetuar-se com o reinado maléfico e sórdido, mas não simplório. Estando acima do Estado e abaixo de Caos.Prendeu os cabelos com a maestria milenar de um coque alto e sorriu mostrando todos os dentes. Seus fantasmas ter-se-iam assustado, não havia ninguem para combate-la. e mais e mais, os seres se voltaram para o mal. Era incrível como as trevas engolia a todos. Era especialmente delicioso se deixar engolir. Não havia mias ordem. Nem ordenamentos. a fluidez do sistema escorria pelo tempo tal qual de seu cabelo ensopado escorriam as águas do lago. E tudo, magicamente programado para parecer obra do acaso, simples acontecimento. Apenas os tolos diriam ao contrário. E em um mundo de pseudo-intelectuais, a verdade dos tolos era tomada por absoluta.

- Estou absolutamente bem, aproveitando a minha morte, minha perene vida, meu querido. Os lugares que tenho ido são um segredo, porquê seria pacóvio mentir sobre onde vou - deu um pequeno riso - Mas seria eufemismo dizer que ando dizimando. Com certeza, Herr Vernon, você soube das calamidade. Nem adianta me admoestar.

Então por um breve aceno constrastavam-se em pureza e insanidade, sem distinguição de papéis. As lembranças viajaram, para uma lembrança tão simples que chagava a ser nefanda. A cortina esperava ansiosa para abrir-se e ao longe ouvia-se um choro rouco de uma criança que tão sutilmente previa os ardis daqueles que tramavam sob a luz prateada da noite. Em tempos antigos eram tão puras e inocentes que transmitiam seus pensares com alegria, nos dias que se sucedem tornaram-se pequenos adultos, destinados somente a mais uma cova de leões, sem sobreviventes ou heróis que os pudessem salvar. Eis Megan e Anny Slytherin, o sobrenome antigo inutilizado.


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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Sex Ago 24, 2012 10:23 am

Sabia que não tinha sentido repreendê-la. E o fato de ser imortal piorava a situação. Um perigo imortal. Ele tinha a sua chance. Podia tirara a varinha do bolso e apontando para ela podia rapidamente, com um feitiço, cortar a sua cabeça. Enfim, ela conheceria a morte. Mas se sentia pesado, como se não pudesse se mexer.

- Sei que não teria sentido te repreender, você não ouviria como nunca ouviu e como nos próximo séculos em que estarei morto como nossas filhas e outros mais, você não ouvirá.

Suspirou e cruzou o braços, tentando ignorar a russa, uma missão quase impossível de se fazer.


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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Sex Ago 24, 2012 10:41 am

A morte flertava em seus ouvidos com sussurros mais doces que os de quaisquer amantes, ele, aquele anjo negro, vinha pedir-lhe um favor, pequeno diante da magnitude do conhecido e convencia com tanta maestria que poderia somente sussurrar durante os longos séculos e ela seria a escrava que tanto buscara. Negóciava-se sangue, porém pagava-se com um metal tão impuro - ainda que tão perfeito - que não valia a negociação. Sangue era pago tão e somente por sangue, porém os tolos espécimes que serviam-lhe de presa não conseguiam compreender as sutilezas de tais tratados. Então negociavam o solo manchado em vermelho arterial por algumas moedas douradas, no final das contas morriam pelas mesmas moedas, um ciclo que agradava ao anjo que sussurrava...

Então aquela costumeira pressa e uma nova rachadura punha-se sobre aquela delicada máscara de porcelana, sempre tão previsíveis uma a outra que pareciam estar em uma eterna valsa, ou em um eterno tango, dançado por movimentos ágeis, onde não há nada mais gratificante além de uma plateia aturdida e bestificada diante de tamanha glória em movimento. A morena passou a mão pelo rosto do outro, com um sorriso nos lábios, parou sua mão deslizou como deslizaria a mão de um amante, falando em sussurro:

- Ainda bem que sabe, meu querido - a morena afastando-se em um ar descontraído, somente para terminar sua frase, respirava aquele conhecido aroma da terra a mover-se, os túmulos sendo fechados e a euforia de um grito em meio a calada da noite. Era um aroma cativante, aquele aroma do húmus a se misturar com a podridão fétida dos corpos em decomposição, o cheiro da carne sendo devorada pelos vermes da terra, a floresta cantarolou uma dança e os sussurros preencheram o ar - Mas a sua morte seria discrepância, afinal, eu continuaria viva. Acredite, não encontraria um vigário. Um homem como você, proverbial, categórico, loquaz, belicoso e astuto.... decrépito. - sorriu, um sorriso formado pela malícia e pela astúcia

Eis o momento fleumático, ignóbil para alguns, inclusive para o homem, mas inócuo para a insolente e infame Megan. Nem um pouco inócuo, ma auspicioso. A vampira se inclinou para o auror, seus lábios rosados a centímetros dos deles, o qual foi selado um beijo sem sentimentos, sem mostrar os sentimento implícitos e incólumes. Era tão insensível que chegava a ser pérfido. Era inequívoco que Christian não era um misógino, somente taciturno. Sentiu o homem sucumbir, o quê foi bom para ela, se afastando somente alguns centímetros, somente para sentar-se no colo dele. Pousou seus lábios em sua bochecha, e descendo até o seu pescoço. Riu, fechando os olhos e mordendo a ponta da orelha do homem meio que esperando ele se afastar.


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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Sex Ago 24, 2012 10:52 am

Primeiro o beijo. Ficou atônito, sem entender momentaneamente porquê ela estaria fazendo isso. Levantou as mãos para segura-lá em um abraço, mas ela já estava sentando-se no colo dele, mordendo sua orelhas e cheirando o seu pescoço. Ela riu, e ele ficou petrificado sem entender. Somente esperou, fechando os olhos, e esperando o golpe mortal, consciente que não teria como se defender.


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MensagemAssunto: Re: Igreja de Ottery St. Catchpole   Sex Ago 24, 2012 11:16 am

Ela discorre com sua forma lânguida, apressada a soltar o que não se deve nem sequer pensar, soa sórdida, ainda que angelical, soa pura ainda que visceral, surrupia os sentidos como um narcótico, entorpece-os como um veneno a sabotar todas as sinapses nervosas. É calmante, porém sabe ser cruel, expositiva, sedutora e caluniosa. É mais e menos, como se pudesse ser paradoxal e antitética ao mesmo tempo, uma amante a apenas caminhar sob seu solo, marcando a cada passo uma nova grafia, uma nova acentuação metódica e metonímica - até mesmo metalinguística - pulsante por cada mofo pregado ao chão.

Mofa nas gavetas, nas entranhas mais sombrias, parentes obscuras do próprio ato de perecer, putrefando como tantos outros órgãos, morrendo a cada bater abafado por caixas de ossos. Termina por morrer como seus interlocutores, na medida que seus passos são somente ecos indistintos numa mansão barulhenta, e dá asco ao virar somente adubo.

Asco é pouco nome para a sensação que se segue a esta morte, é um turbilhão que aflora no esôfago, porém que fervilha ainda mais no estômago, surrupia da mente aquilo que o ser em vida era para ter surrupiado - suspiros, só que estes são somente ecos guturais daqueles que deveriam ter se pronunciado. Também morrem e se enterram - se enterram todos afinal - entregando-se aos operários fúnebres e lastimáveis que a temível vida reserva em seus derradeiros momentos. Contudo, aquela que se cita anteriormente deixa um suor putrefado, uma confusão de enzimas e outros componentes biológicos, todavia, é de pouco interesse o que ela deixa, de mais interesse é o vazio que ela não preenche. Morre. A Ideia. A Imaginação. O Sonho. Sem saber que ali, morreu também uma parte de um todo maior, agora perdido - a criação.

- Só um pouco de diversão.

Estava morta. Tanto fisicamente quanto psicologicamente. Mas seu corpo ainda vagava pela terra, a procura. De quê? Sangue. Sangue e mais sangue. Mas as vezes, a vampira queria algo além que sangue. Ainda não vira ninguém que amasse a virtude tanto quanto ama a beleza do corpo. Além dela.Deu a sua mão ao homem, afinal, terminariam o quê começaram e desaparatou com ele. Saiu com Christian dali, afinal, tinham muito a conversar.


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